sexta-feira, 20 de julho de 2007

"Se ele é toiço, sou toiço"*



Já saiu em tudo quanto é blog, mas em se tratando de um blog de um "toiço"- termo criado por Ennio para chamar os mais gordos - em fase militante, não pude deixar passar isso em branco.

Estou falando deste rapaz da foto, Orlando Buquet, de 27 anos, 1,69m de altura e 110quilos (o mesmo que eu, sendo que sou 14 centímetros mais alto que ele) e jogador de andebol pelo Uruguai.

Ao que consta ele foi sensação no jogo, despertando até ciúmes de alguns jogadores brasileiros - que venceram os uruguaios por 28 a 16 - pois a torcida ficou fã do toiço gritando "Orlando, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!"

Algo me diz que tinha gente das "Toiças" - esse Toiças com T maiúsculo é um dialeto pejorativo restrito- na arquibancada e a imprensa jurando que era só uma brincadeira da torcida feminina.

E para as "amigas" xêizas - magros que tem tesão exclusivo em gordos - e Edmaras, que não dispensam alguem de IMC acima de 25 - meu caso- segue outra foto do moço:


* esse título é uma paródia feita pelos meus queridos Cramus e Bruno para o hit do Mc Leozinho "Se ela dança, eu danço".

Essa gente careta e covarde

Eu acho desagradável ter que comentar sobre o maior acidente da história da aviação brasileira. Colocar em palavras o que não pode ser dito: aquele afeto intenso que tem uma representação forte que se chama a dor. E esse deveria ser.

Todavia, como afetos podem ter "n" representações, uma delas me chamou a atenção para escrever esse texto. Aliás, foram várias, em especial o aproveitamento político da situação a despeito da dor das famílias. Não que isso fosse impedimento para políticos, imprensa, sociedade civil e o escambáu gritar contra essa bagunça em que se encontra a nossa aviação, trazendo para a parte Bélgica da Belíndia o que somente a parte Índia está habituada e sofre em questões de segurança, saúde, educação, etc. Não quero fazer deste um discurso panfletário de quinta até porque a morte, nos iguala.



Falando nas representações, uma delas é o aproveitamento político. Já estou imaginando gente do naipe do senador Arthur Virgílio correndo para as câmeras do Jornal Nacional e disparar a demagogia habitual contra o governo...ele e seus companheiros de bancada. Por outro vejo gente como Tarso Genro defendendo com unhas e dentes um governo que, nesse quesito, não pode ser defendido. Eles aparecem e obnulam a dor, a indignação. a tragédia...e do trágico tem-se uma sádica comédia às custas do povo.

E tem também a dona Lúcia Hippolito- uma das famigeradas "meninas do Jô"- mais preocupada em falar se o acidente arranha ou não a imagem do presidente. Afinal, o que deveria desgastar um presidente? Uma fatalidade? Ou a situação que se encontra o país em todos os sentidos? Ou os dois? Ficam aqui minhas indagações.

Pra coroar isso, o sr Marco Aurélio Garcia- flagrado pela Globo que não deixaria barato- e seu asessor de imprensa fazem gestos significativos sobre toda a situação. Mais preocupados com a situação do governo, agem como torcedores de futebol -eles deveriam estar no Pan e não no Planalto- no qual simulam em gestuais o que Cris Nicolotti coloca no seu hit internético. Vendo isso percebemos que o cu- órgão excretório-sexual para homens e mulheres-, tal como a morte, nos iguala. Enquanto os dois senhores comemoram esse "estupro simbólico" da entrevista do vice-presidente da TAM, podemos dizer que esses estão vivos mas, e as pessoas que perderam seus parentes? Termino com os versos de Cazuza "somos todos iguais em desgraça, vamos cantar o blues da piedade pra essa gente careta e covarde". Pra eles ainda lhes restam isso, para as famílias só a dor, a revolta e a indignação com tudo isso.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Manias estranhas

Uma delas é a minha síndrome de trilha sonora. Por exemplo, quando um filme ou uma novela tem uma música "x" pra uma determinada personagem, essa música ganha versões diferentes ao longo da trama, até para mostrar o estado de espírito dela "e tudo e tal".

Bem, às vezes quando estou vidrado em uma música eu começo a imaginá-la em ritmos diferentes, andamentos diferentes, ou até mesmo pensar na música sem os vocais (algo muito comum).

Isso me lembra uma vizinha que fazia caras e bocas quando tocava uma música da novela, em especial românticas, tais como as da personagem na tela. Todavia, ainda não cheguei a esse ponto.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Enchendo lingüiça

Testes que colocamos no blog, quando aparentemente falta assunto

You Are 32% Capitalist, 68% Socialist

You tend to be quite wary of businesses, especially big business.
While you know that corporations have their place, you tend to support small, locally owned shops.
As far as the rich go, you think they're usually corrupt and immoral.


Uma curiosidade: o teste tem padrão dos países mais ricos, de economias liberais ou mesmo aqueles que passaram pelo Welfare State. Responder a muitas dessas perguntas como brasileiro, onde do ponto de vista sócio-econômico ainda estamos mais pro engenho canavieiro do que mundo globalizado algumas coisas mudam de sentido.

Agora, o assunto preferido de (quase) todos:

Your Lust Quotient: 75%

You are a very lustful person - and it sometimes gets the better of you!
You know how to hold back, but you hardly ever do.


Tá...nenhuma novidade.

E finalizando....

Your Taste in Music:

80's Pop: Highest Influence
80's Alternative: High Influence
80's R&B: Medium Influence
Punk: Medium Influence
90's Alternative: Low Influence


Por enquanto é somente isso.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Enquanto rola a novela


Só pra dizer que se a personagem Alice é chata, nojenta etc e tal tenho que dizer que a sua intérprete, Guilhermina Guinle, é péssima atriz e o que se vê é um resto não reciclável de Odete Roitman. Até Camila Pitanga, que não é lá grande coisa, mas está perfeita na novela, dá um banho nela. Isso sem falar em atores realmente talentosos como Edwin Luisi e Wagner Moura- que deu um upgrade daqueles com seu personagem, que eu critiquei no início- que são obrigados a contracenar com a moça. Ela tem sobrenome, mas o talento está mais falido que o falecido Jorginho.

domingo, 8 de julho de 2007

Put your hands for Detroit

Nada a ver com o techno clássico da "cidade dos motores" mas vale uma olhada: pela incrível semelhança musical e do clipe Satisfaction do Benny Benassi (movimentos mecânicos e calcinhas) e pelos dois terem sido devidamente selecionados pelo pessoal do Pânico, este no quadro "Homem Aranha Gay". Eis então o DJ holandês Fedde Le Grand.


sábado, 7 de julho de 2007

Quando eu estou aqui...


O tratamento para TOC a que Roberto Carlos tem feito, sinceramente, não tem surtido efeito algum. O que vemos ai é essa figura triste, enjoada, animador de velha que juntou um qualquer na poupança e se joga nesses cruzeiros e por aí vai. Pena que a fama veja isso como "excentricidade".

Agora ele manda ver na censura a Paulo Cesar de Araújo - autor do excelente "eu não sou cachorro não" - e mandou barrar uma biografia dizendo que a biografia "invade sua privacidade e ele está dentro da lei". Se ele realmente quiser usar a lei basta usar o velho e bom processo contra calúnia que aí sim a tal biografia estaria fazendo isso...tenho que dizer em desabafo: Robertão, você é uma figura ruidícula. Aliás quem falou isso foi o cara que morreu há pouco tempo de quem ele plagiou uma música para fazer "O Careta" e ele insistiu neuroticamente na justiça contra o cara, uma vez que ele se muniu de advogados e claro, da sua patroa que lhe garante um especial em todo natal.

Ironicamente Paulo Cesar de Araújo se torna a atração principal da FLIP, meca de intelectualóides a quem ele detona de maneira sábia e coerente em seu outro livro aqui citado. Aquele povo que acha que tradição e coisa popular é samba do Cartola, mas acha Tati Quebra Barraco uma negona feia, pobre e sem noção.

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1) Não sei quem é mais idiota: o americano que escreveu "welcome to Congo", o Cesar Maia, o jornal "O Globo" ou o idiota que escreveu essa matéria para o UOL. Eu não queria ser ditador, sinceramente. Queria ser chefe da Igreja, volta à Idade Média e montar uma fogueira no Maracanã e queimá-los todos.

2) Afinal de contas a personagem de Jonathan Haagensen em Paraíso Tropical é viado ou não é? Ou será que no fim da novela ele vai virar bandido pra fazer jus ao rol de clichê de personagens que ele tem feito até agora?

3) O Cristo ganhou! Apesar do Alemão - gente, com 1 milhão por que ele não arruma os dentes? - e do João Paulo Cuenca, jornalista que reúne características uós do carioca: é contra o Cristo, é pró-Lapa, acha Copacabana o máximo, repetindo o clichê da suposta democracia que ela representa, acha Caetano Maravilhoso e o show do disco "Cê" antológico e escreve pro Globo. Gilberto, arruma uma vaga pros dois no Copamar!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Sobre a agressão a Sirlei de Carvalho

As duas maiores cidades do Brasil tiveram em suas manchetes (no caso carioca, não na edição de hoje de "O Globo, não por um acaso) dois casos de agressão: o garçom morto nos Jardins e cá em São Sebastião, a agressão a empregada doméstica Sirlei de Carvalho na Barra da Tijuca por 5 bandidos, chamados nos jornais de "rapazes" - uma vez que eles não moram na Rocinha. Enfim, essa notícia é auto-explicativa...publicada no jornal "O Dia", que é mais "povão" e já usa para a adjetivação "pitiboy". Vejamos:



"Pai de pitboy diz que filho não merece prisão

Polícia prendeu ontem os dois últimos acusados de espancar a doméstica. Agora, os cinco dividem a mesma cela, na 16ª DP


Rio - A polícia já tem presos os cinco jovens de classe média alta, acusados de roubar e agredir a empregada doméstica Sirlei de Carvalho, 32 anos, sábado de madrugada, na Barra da Tijuca. Durante o dia, após denúncia anônima, os policiais capturaram o estudante de Direito Rubens Arruda, 19, localizado na casa de um amigo, na Ilha do Governador, para onde fugiu após o crime. O rapaz, cujo nome não foi revelado, será indiciado por dar cobertura ao foragido.

No final da noite, o último acusado, Rodrigo Baçalo, 21, decidiu entregar-se na 16ª DP (Barra). Estudante de Turismo, Rodrigo apresentou-se de capuz e acompanhado de três advogados e não quis dar declarações.

De acordo com o delegado titular da 16ª DP, Carlos Augusto, os cinco pitboys acusados agora vão dividir a mesma cela, de cerca de dois metros de comprimento por 1,5 metro de largura, sem camas ou colchonetes.

Os rapazes serão transferidos para a Polinter. Situação que o pai de Rubens, o empresário Ludovico Ramalho, 47, rejeita: “Não queremos que eles dividam celas com bandidos perigosos na Polinter. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter presas crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham.”

O pai do estudante diz que as drogas podem explicar o comportamento do filho: “Nós pais não temos culpa disso”. O padrasto do estudante de Administração Felippe de Macedo Nery Neto, 20, também esteve na delegacia. Contou que o jovem toma calmantes para controlar Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Felippe, único a depor até agora, provocou os policiais e sugeriu que o ataque ficará impune. “Vamos ver se isso vai ficar assim, minha família não é qualquer uma”. disse o jovem ao delegado. Felippe mora na cobertura de luxuoso prédio na Barra. Advogado do estudante pediu relaxamento da prisão, o que foi negado."



Acho que com essa notícia e as declarações contidas nela, as minhas análises ou coisas do tipo são desnecessárias. Os fatos falam por si só.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Inversão Térmica

Esses dias paulistanos talvez tenham sido os mais tranqüilos para mim entre todas as minhas expedições de bandeirante (???) carioca. E entre todos são os mais paulistanos de fato, pois desta vez não saí da “capitar”.

A Parada Gay não foi com a mesma animação de outros tempos talvez, mas valeu muito de, além da companhia do Luis, da presença do Renato junto com a gente. Bem mais bacana queimar o estresse de uma briga com a namorada na Paulista em dia de alegria do que ficar no canto da parede ouvindo Roberta Miranda – embora às vezes seja necessário, não especificamente com a Roberta. As fotos eu pus no meu flickr, aquele trequinho azul que fica no canto direito deste blog com umas imagens em thumbnail.

O dia dos namorados foi bacana, embora eu sempre tenha torcido um pouco o nariz para essa data que sempre acusei de ser “comércio puro” e entre outros clichês de quem está solteiro. É mais ou menos parecido com os dos “revoltados de Natal” que em especial tem uma família uó – e quem não tem? – e espragueja a data porque sempre se lembra da briga da tia Celestina com a vovó e coisas do tipo. Ok...Confesso que esse ano foi bem lega e – graças a uma dica do Bruno, irmão taurino- terminei o dia de uma forma muito especial.

Apesar do clima seco e da poluição comer solto por aqui nunca achei este céu tão bonito. Esperava dias frios, mas o que encontrei por aqui foi justamente o contrário. Também não está aquele calor absurdo...enfim, talvez a forma como eu me sinto aqui esteja mais ou menos parecido com o clima da cidade durante esses dias.

Diz a lenda que estou de frente para a casa do Lombardi do Silvio Santos...será? Vou acordar mais cedo e espiar pela janela.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Pílulas


1) Só a "Veja" não sabia o que a biologia tem dito desde o Genoma e afins: raça não existe. Ok, o lance dos gêmeos da UnB foi de fato um absurdo...um ser declarado negro e outro branco. Ao mesmo tempo vale lembrar que social (e psicologicamente) se raça não existisse o racismo também seria inexistente, coisa que não é a verdade. E não é o sistema de cotas que vai acabar com isso.

2) Nesse escândalo envolvendo Renan Calheiros - mais uma vítima da praga do Collor? - duas coisas podem ser pensadas. A primeira é que se a imprensa der um ataque de TFP e ficar frisando a relação extra-conjugal do cara ao invés do tal dinheiro desviado via Mendes Junior, vai acontecer algo parecido com o Bill Clinton e Monica Lewinsk. Na época o casal Clinton era investigado por corrupção e no fim encheu-se tanto o saco com o tal boquete - sem trocadilhos - que a corrupção ficou de lado. Hoje a dona Hilária é pré-candidata com chances para a Casa Branca. Segunda coisa é que a jornalista ficará com uma gorda pensão e a esposa, no melhor estilo "eu entendo", continuará casada com um senador e se rolar uma separação, grana gorda vai rolar. Seja da Mendes Junior ou não.

3) Posso ser sincero? O fim dos Los Hermanos me felicita mais que o fim de Sandy e Junior. Pronto, falei.

4) Quanto mais vejo o meu comportamento, e o dos outros, lembro-me da máxima freudiana "o neurótico não se lembra, ele repete".

5) Momento "fiscal do Sarney": constatar a diferença de R$ 6 reais no KY. Com o dinheiro da diferença poderia comprar-se 3 pacotinhos do preservativo Jontex. Vou me candidatar para ser "fiscais do lar" das Sendas em uma versão "saúde sexual e reprodutiva". Aliás, não é essa a minha área?

6) Na internet a diferença é ainda maior

7) Em Feira de Santana (BA) o juizado de menores teve que, na marra, internar uma menina com anorexia. A mãe ficou puta com a decisão e em sua alegação dizia que estava esperando o cartão do convênio chegar e não queria a filha no hospital público. Ok, hospitais públicos neste país são de amargar, mas penso... em um momento extremo a mãe estava preocupada com a saúde da filha ou com uma certa vaidade? Será que a vaidade era mesmo da filha que queria ser modelo, ou no fundo ela não captou, de forma perversa, o desejo dessa mãe vaidosa? Para se pensar.

8) Muita gente comparou o tal Zuleido Veras, o da máfia dos bingos preso na operação Furacão da PF com o Charles Bronson. Brasileiro com mania de pegar modelos gringos né? Ninguém percebeu que o homem é a cara do Mazzaroppi?












9) Pra encerrar na semana da Parada Gay de SP, vai rolar uma festinha "alternativa" a Ursound. Chama se Woof. Como diz o pessoal do Urso Manco: "woof de cu é rola!". Mas vai aqui uma descrição do site que merece ser lida:


Woof! Saudações amigo urso!

Finalmente em São Paulo uma festa para o público urso espelhada nos padrões internacionais.

A propostada festa Woof Pride 2007 é divertir e confraternizar os bears e seus admiradores que estarão a solta na época da parada, oferecendo um ambiente focado no fetichismo hipermasculino que esse povo tanto gosta.

Para isso os produtores estão combinando um conjunto de atrações inspiradas nas festas bears internacionais como Lazy Bear, Bear Mex e Bearcelona entre outras.

O som do lugar vai misturar o divertido set 80 e 90 do DJ Mauro Borges e a dupla de DJs Achiles e Garrido, numa levada eletro que lembra a do badalado argentino DJ Bear.

A festa também inaugura atitudes inéditas na noite de São Paulo. A primeira é o Dress Code que dá direito a desconto. A idéia é fazer a ursarada e admiradores voltarem as origens e assumirem os estereótipos masculinos. Quem for vestido de trabalhador braçal, caminhoneiro, lenhador, policial ou usar acessórios (arreios com braceletes e munhequeiras) ou peças (jaquetas, camisas, calças) de couro, além de ajudar a criar o clima, paga menos. Bem menos.

Outra novidsde é a animação da festa feita por Gogo Dancers saídos diretamente do imaginário Bear. Batizados de Gogo Bears, no estilo "Carga Pesada" eles dançam agitando a galera.

Performers Bear Leathers farão um pocket show pra sacudir a libido da galera e eriçar seus pelos!


E ficam as observações:

1- O que é hipermasculino?

2- Dá vontade de ir vestido de Prahbu Deva

3- Ou fazer como a sugestão do Matias: ir vestido de Ana Carolina...não é para ter fetiches com caminhoneiros? Deve ser mais IN do que o estilo Antônio Fagundes/Stênio Garcia.