segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
INSS
Na abertura?
Conclusão: o sistema previdenciário alemão deve ser parecido com o nosso.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
6 coisas, 6 links
-Linkar a pessoa que te indicou.
1. Gosto muito do frio, mas tenho raiva de chuva especialmente quando ela se estende por muitos dias. Odeio esse lado do Patropi , já que aqui os verões são chuvosos.
Vamos aos 6
domingo, 1 de fevereiro de 2009
A Favorita em Pílulas
1) Em príncipio, no fim de Duas Caras, pensei “pqp, João Emanuel Carneiro no horário das 8? Esse cara é muito fraco!”. Meu pensamento foi baseado em “Da Cor do Pecado” uma trama que começou empolgante, mas caiu em uma certa chatice após a morte da personagem de Lima Duarte e personagens engraçados caíram em uma repetição chato. Em “Cobras e Lagartos” deu-se o contrário: a trama começou insossa, com personagens fracos para Daniel de Oliveira e Mariana Ximenes e uma forçada de barra para atores fracos como Carolina Dieckmann – chatíssima como uma vilã que não convencia nem como bruxa da Branca de Neve em encenação do teatro Ziembinski- e Henri Castelli. Daí surgem Taís Araújo – em atuação superior a da protagonista da trama anterior de João Emanuel –, Marília Pêra e, principalmente, Lázaro Ramos que roubou a cena na novela e foi o grande nome da novela em uma trama muito fraca.
2) Ao contrário de que alguns pensaram, não achei a trama fraca no começo...Patrícia Pillar – o grande nome da novela – e Claudia Raia – que não é grande atriz, mas mostrou competência –
mostraram desde o começo a que vieram. Quem não estava convencendo mesmo eram Carmo Dalla Vecchia e seu Zé Bob – era um personagem “pesado” para um ator do porte dele – e o sempre chatinho Tiago Rodrigues e seu igualmente chato Cassiano. No entanto, isso era questão de tempo...
3) Percebi como muitos que bons atores estavam com pouco destaque: foi assim com Cláudia Ohana, Malvino Salvador, Ângela Vieira, Alexandre Schumacher, Bel Kutner e Leonardo Medeiros. Foi então que o autor conseguiu arrumar tramas para as personagens, com o bem sacado triângulo amoroso Dedina – Elias – Damião e o contraponto de Cida com as outras irmãs e seu envolvimento com alguém mais jovem. Infelizmente, as personagens Arlete, Amelinha e Norton não tiveram a mesma sorte.
4) Jackson Antunes foi magistral na sua intepretação. O Leonardo tem muito a ensinar a Manoel Carlos como deve ser tratado o tema da violência intrafamiliar e/ou contra a mulher. O Marcos (Dan Stulbach – Mulheres Apaixonanadas) repete um clichê de um homem de classe média alta que só agride a mulher porque é um louco, um psicopata enciumado, por mais que o ator tenha feito “laboratório” no Instituto NOOS que trabalha com homens autores de violência e que trabalham com o mesmo pensamento que trago aqui. É como se Maneco nos dissesse que o machismo é circunscrito aos pobres e que os abastados quando agridem a mulher o faz por loucura. Já Leonardo é mais verossímil e , por isso, chocante: ele não é louco ou psicopata. A sua suporta perversão é nada mais nada menos a norma do homem “comum” brasileiro: um operário migrante nordestino, casado, machão que se acha dono da mulher- e tudo isso sem ser esteriotipado ou estigmatizante de um povo ou classe social- e, por isso, com direito até mesmo de agredi-la. E aos poucos ele caminha para um desfecho dramático: a cadeia e, ao sair dela, o desprezo da família e a possibilidade de mudança (ou não) agora em sua terra natal.
5) Na abordagem da homossexualidade um erro e um acerto. O acerto se deu na relação Catarina (Lilia Cabral, excelente) e Estela. Ali serviu para desvencilhar de um mito machista da mulher que se “torna” lésbica em função de um casamento mal-sucedido. Por outro lado a suposta “recuperação” de Orlandinho e a repetição de caricaturas toscas– o sensível fresco para o machão brigão fã de futebol quando se apaixona por Céu- foi a bola fora de João Emanuel, que também vacilou em “Da Cor do Pecado” ao não dar continuidade a um romance homossexual de Abelardo (Caio Blat) e o fez se envolver com a “cachorrona” Tina.
6) A família de Romildo Rosa foi outro acerto. Tratou-se de uma família negra sem cair em um discurso panfletário e, ao mesmo tempo, não era uma mimetização de um ideal branco. A escolha de Romildo como o político negro que vem das classes baixas e corrupto foi bem acertada, quebra com o mito do “bom selvagem” que existe quando se trata de temas diversos como racismo, homofobia, machismo e tudo o mais...ali não se tinha o “negro de alma branca”. O que faltou para João Emanuel foi um pouco do cinismo das tramas de Gilberto Braga e não tornar Romildo um político que se redime e confessa seus crimes no fim da trama.
7) Dedina por sua vez era uma Emma Bovary em verão pretensiosamente rodriguiana, A morte dela não fez muito sentido na trama.
8) A repetição do casal Tarcísio e Glória ocorreu mais uma vez. No entanto a quebra se deu com a atuação irrepreensível de Mauro Mendonça como Gonçalo, marido de Irene. Gloria Menezes por sua vez foi muito competente na composição da Irene, que despertou a raiva do publico devido a sua torcida por Flora. Só achei que no fim da trama ela poderia ficar sozinha, a exemplo do que ocorreu com Catarina.
9) Gostei do Dodi de Murilo Benício mesmo com aquele timbre para lá de estranho. A participação de Lucio Mauro mostra porque o paraense merece estar na galeria de grandes atores brasileiros. Teve gente torcendo o nariz para José Mayer por interpretar Augusto César, mas é ótimo para quebrar com a mesmice de personagem galã da andropausa. Cauã Reymond mostrou que pode ser pelo menos competente e a Lorena de Gisele Fróes foi uma das melhores surpresas da novela, bem como Alexandre Nero. Foi ótima a volta de Suzana Faini às telenovelas bem como Selma Egrey, que outro dia tomei um susto ao vê-la belíssima em um daqueles filmes anos 70 no canal Brasil
10) Claudia Raia defendeu bem a protagonista e no fim, Carmo Dalla Vecchia estava melhor em seu personagem. O Cassiano continuou o mesmo chato. Porém em nada se compara, na minha opinião, aos dois melhores vilões das telenovelas: Silveirinha e Flora.
Silveirinha é fáustico, um demônio que oferece a possibilidade do sucesso a Flora e Donatela, ou o Exu que faz favores para quem o agradar mais e até mesmo o Deus do livro de Jó, que pode ajudar a personagem a perder tudo e ao mesmo tempo, tal como no episódio de Caim e Abel, no Gênesis, acirrar a competição e a inveja entre as duas irmãs.
Flora por sua vez é a vilã mais sensacional. Ela não é carregada em maquiagem e não tem exageros. O preconceito dela não é aquele óbvio de Odete Roitiman pelos pobres, mas a recusa de uma vida de “classe média” como ela mesma diz na festa de casamento com Dodi e antes de ser presa. Flora não é uma “bombshell” sexual como Laura ou Nazaré e não precisa ser tão sonsa quanto Maria de Fátima. Basta apenas a frieza de uma psicopata que se faz de moça frágil por um lado e se revela cruel até mesmo com a filha em diálogos divertidíssimos com Silveirinha. As outras vilãs conseguem a empatia do público com facilidade. Flora já motiva a raiva, já que eram inúmeras as cartas nos jornais criticando a emissora pela existência de Flora...ela não quer apenas se dar bem, ela é o mal em estado bruto e é capaz de ludibriar até mesmo o público. É graças a ela e a uma trama bem feita, mesmo com os erros apontados, que João Emanuel Carneiro pode ter feito a melhor trama das telenovelas desta década desbacando os dramas familiares de Maneco, o mundo dos ricos de Gilberto Braga, as comunidades de Aguinaldo Silva, os mistérios de Silvio de Abreu, os italianos de Benedito Ruy Barbosa ou os povos exóticos e tramas “modernas” de Glória “Magadan” Perez.
Pílulas
1) Mais um conflito entre palestinos e israelenses e a comunidade internacional – à exceção dos EUA – reprovando os atos de Israel, que justifica seus atos, inclusive com apoio entre alguns membros da comunidade judaica cá no Brasil. E ainda queriam bater no Saramago.
2) Falando ainda em coça, tem gente querendo bater no Cardeal que comparou o extermínio de palestinos por Israel tal qual um campo de concentração nazista. Ok, o momento histórico é outro e a Igreja fez ouvidos mocos para o nazismo. Por outro lado o que me vem à cabeça é a idéia de que se você deseja conhecer alguém, dê-lhe poder.
3) Boa sacada a do BBB em dividir a casa em lado A e lado B, à semelhança do “experimento” que é a base do programa que é o “zoológico humano”, no qual um grupo de 12 pessoas é dividido em dois grupos de 6 pessoas, entre “escravos” e “senhores”. Muito do que se vê é mais que um apanhado behaviorista ou da filosofia de Hegel – que inspirou tanto Marx quanto Freud.
4) É coisa completamente sem sentido – aliás como são boa parte das ações humanas- a forma como as pessoas, em função de divisões aparentemente banais são capazes de desenvolver raiva, hostilidade e tudo o mais, tal como acontece entre torcidas de futebol, por exemplo. Bastou um tapume de madeira na casa do PROJAC e as cobaias de Boninho e cia já se comportam, melhor que em um experimento de Pavlov, com as hostilidades devidas. E não foi por um acaso – como dizem os kardecistas- a divisão, já que há uma busca de conflitos que alavaquem a audiência de um reality show que permanece só no Brasil, muito talvez pelo fato de sua edição telenovelesca.
5) E por falar em comportamento humano, um excelente presente de Natal foi o livro “A Parte Obscura de Nós Mesmos” da historiadora e psicanalista francesa Elisabeth Roudinesco, no qual ela relata e analisa casos emblemáticos da história, dos santos medievais ao nazismo, do lado mais “baixo” dos sentimentos humanos. Depois talvez crie um post só para comentar a obra, porque ela merece.
6) Espero que o verão passe rápido, não só pelo calor que faz aqui na Região dos Lagos, mas que espante a moçada suburbana em seus carros velhos ao som de funk no último volume. Aliás aqui em Araruama eles recebem o carinhoso apelido de “duristas”, que são pessoas vindas da periferia carioca-fluminense e chegam falando mal da cidade em um ar de superioridade inacreditável para quem, na capital, é hostilizado por quem mora nas partes nobres da segunda metrópole brasileira. Isso deve ter relação com o que mencionei no item 4.
7) Araruama, apesar de paradona, pode vir a me inspirar a crônicas aqui no Liquiididificador. 8) A Internet é uma beleza: graças a ela pude ouvir “Deixa eu dizer” de Ivan Lins na voz de Cláudia sem ter que aturar Marcelo D2, que até então torcia o nariz para a chamada MPB e agora se vale de samples do estilo como forma de compensar a sua falta de criatividade e mesmice.
9) A Minissérie Maysa foi bem feita, pena que em poucos capítulos, o que fez Manoel Carlos passar de forma muito rápida o momento em que ela retorna ao Brasil, por exemplo. Larissa Maciel foi competente no papel assim como Eduardo Sermerjian. Os dois foram afinados. Só não sei porque a Globo tá incensando Mateus Solano- que interpretou Ronaldo Bôscoli. Achei uma atuação um tanto canastrona e me dava a impressão de que em qualquer momento ele colocaria um telefone no colo e repetir o gesto que ele faz na campanha da Oi do “ligador”.
10) 2009 é aniversário de 20 anos de um ano marcante na minha vida e termina também essa esquisita primeira década do século XXI. Do apogeu no neoliberalismo ao quebra quebra geral nas bolsas, de Bush a Obama, do tucanato ao petismo revisto e ampliado, da esperança à manutenção do status quo. No entanto cabe uma lição do meu avô quem em 2008 completou 90 anos e é avesso às idéias de “no meu tempo” ou “antigamente as coisas eram melhores”... pra frente é que se anda
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Capitu
Patrícia Kogut, que é da casa publicou um texto que vale uma conferida:
Desde que Luiz Fernando Carvalho anunciou que iria adaptar “Dom Casmurro”, a maior dúvida era saber como ele conseguiria transpor para a tela aquilo que faz o romance ser genial: Machado de Assis construiu uma história toda calcada na subjetividade de seu protagonista-narrador. Tudo o que o leitor lê — a história de vida de Bentinho, sua infância, seu amor por Capitu, o caráter de Capitu, sua amizade com Escobar e, principalmente, a suposta traição de Capitu com Escobar — é contado por um narrador interessado, o próprio Bentinho. É tudo verdade, mais ou menos verdade, ou uma distorção da imaginação? A genialidade do romance está na impossibilidade de responder a essas perguntas. Outras adaptações fracassaram justamente aí, tornando objetivo o que era só subjetividade.
Na série “Capitu”, esse problema sequer se coloca: Luiz Fernando utilizou o narrador da maneira clássica e literária, como no livro. Funcionou? Sim, mas resta saber se foi uma saída criativa. Bentinho maduro (Michel Melamed) relata a ação. Mas a “arqueologia psicológica”, a busca por camadas passadas, os tropeços da memória, tudo isso ficou relegado ao tratamento plástico. Interpretações exageradas, talvez inspiradas no expressionismo alemão, escantearam a delicadeza e o fino humor que caracterizam a obra de Machado. O que no livro é sutileza, na TV ganhou ares de caricatura.
Merecem destaque, porém, o trabalho de Letícia Persiles (a jovem Capitu), que se impõe na cena com talento impressionante, e a D. Glória de Eliane Giardini. Outro ponto alto foi a $üência em que Capitu e o jovem Bentinho (César Cardadeiro) usaram giz para se movimentar no cenário. Foi uma das cenas mais lindas já vistas na TV brasileira. Um ponto de delicadeza em meio a opções cênicas que apostaram em exageros e excessos, sem que esses excessos tivessem uma justificativa estética clara. Em uma palavra: pareceram gratuitos, às vezes prejudicando o entendimento. Luiz Fernando é, com certeza, um dos mais autorais diretores de TV no Brasil. “Capitu” é ousado como prometia, mas a ousadia nem sempre é sinônimo de encantamento artístico. E não há dúvidas de que a série oferece um banquete para os olhos, mesmo vazio de sentido às vezes. E, se não reconstrói Machado de Assis para a TV, como a trajetória de Luiz Fernando levava a crer, também não destrói a obra dele.
Odete me entende

Da série coisas que odeio:
1) Convergência Digital +
2) Facilidade de crédito das Casas Bahia, Casa&Video, Ponto Frio e afins na compra de celulares +
3) Inclusão Digital
Some esses 3 fatores e a sua tranqüilidade na vizinhança ou na hora de tomar o ônibus. Some isso ao grande hit carioca/fluminense que é o funk.
Odete, te amo!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
If you see someone gorgeous then you think...
Batata! Aconteceu exatamente isso.
Pelo menos valeu a pena ver um povo bonito, de todos os tipo, o que o ecletismo liquididificado agradece. E juro que em 2009 serei menos taurino nessa área e colocarei a vênus geminiana para trabalhar bem.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Rapidamente
1) Michel Melamed + Luis Fernando Carvalho + Seriado de fim de ano da Globo + Machado de Assim encenado = pretensão + um troço mais chato que filme de diretor iraniano com atores do Quirguistão feito sob os preceitos do Dogma dinamarquês.
2) Flora é a maior vilã de todos os tempos. Esqueçamos Maria de Fátima, Odete Roitiman, Nazaré, Laura e todas elas sempre com "charme, humor, maquiagem" e consequentemente, divas gay. Flora não tem nada disso...por isso ela é a melhor.
3) Silverinha é o melhor vilão!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Lições de Vida
2) Cuidado com as leis que você cria para si mesmo, pois é fácil você ser julgado por elas e justamente no momento em que você a quebrar. Adote a incoerência que faz parte do humano.
Pronto...essa auto-ajuda é para mim mesmo. Se te interessou, ótimo. Caso contrário, não me importo.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Yes, eles têm Obama
