sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fim de um ciclo

1. Se falam de Mim: Você é do tipo que escolhe palavras, mesmo quando diz o que quer na lata. Quando o ciclo começou, você emudeceu. Será que suas palavras ficaram nuas? Lembro-me de que sua beleza, Ugly Betty, aparece quando você revelava a sua nudez.

2. Menino do cá e acolá: Absurdo e bizarro, mesmo quando coloca lá junto às oferendas que ofereceu a si mesmo, as suas emoções. Até que um dia, eu, no papel de um deus enjoado conseguirei sair desse teu desejo esquivo. E não vou te achar nem cá, nem acolá. Vou encontrá-lo no meio do nada, perplexo pelo despreparo após uma grande e bela queda.

3. Vento Passageiro: Quebrei certos tabus meus só para descobrir que tu eras mais do mesmo. A despeito de tua falta de criatividade, quero-te em minha cama.

4. Hey, soul teacher! Descobri contigo novas praias, deuses, um desejo andrógino, o orgasmo quando o corpo literalmente flutua, um mar de tranquilidade, o brilho da lua e a capacidade de superação. E na medida que você me diz tuas loucuras, descubro que és o mais são de todos. por enquanto...

5. Jogos, brincadeiras, Clube da Criança! Foi legal desligar o celular várias vezes só porque você vive com sono e repete, mesmo sabendo que não acredito, o mantra do "depois eu te ligo!". Esse pretexto é uma maravilha.

6. Totem e Tabu: Você está até hoje atrás do pinto do seu pai e fugiu diante do meu. Acho que deve ser a cor, não combina. Ou vai ver é pelo fato de pintos não serem cruzes sagradas. Cruzes!

7. Diga onde você vai... que te encontro em minha lembrança com a perna sob minha cabeça enquanto observamos o luar. Você acha que me esqueci de você, justo você que também se revela são quando me revela suas loucuras.

8. Professor Girafalis: Você só está aqui por ser feio, dentuço, chato e por odiar obesos mórbidos. Não o sou, mas diante de ti, ergo a bandeira e os defendo.

9. Enchendo linguiça: Este só apareceu para aporrinhar, nem me lembro de quem estou falando.

10. American Boy: Hey I miss you. You made me feel so comfortable while you were smoking. Together we were looking at skyline looking for something I have not found yet. I did not find any black oil, just a blue sky and your yellow smile.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Realengo

O meu primeiro post de abril feito via wap seria colocado ontem aqui. Mas como fiz uma besteira eu acabei deletando-o.

Hoje de manhã ouvi no radio sobre violencia em uma escola da Realengo, na zona Oeste da capital fluminense. Daí pensei "deve ser briga de moleques do tráfico na escola". Sim eu banalizei a questão na minha mente e naturalizei as coisas partindo de uma premissa preconceituosa. Não tenho medo em admitir isso aqui.

O cara que fez isso é louco e seu ato me choca. Por que em outras circunstâncias não me chocaria?

E a sociedade que se julga em ordem apela para dizer que é o fim dos tempos, como se algum dia em nossos milhares de anos de presença na Terra fôssemos seres de ordem. Como somos tolos.

E penso nos inúmeros "cidadãos bem" esbravejando "animal, louco!". Em quantos deles ja nao espancaram e bateram em seus filhos achando que estava agindo em nome da ordem. O assassino Wellington também, em seu delírio religioso, estabeleceu para si uma ordem. Claro que é demagogia pura achar colocar esses atos em uma balança equilibrada. O que não podemos é achar que o perverso e o desejo de morte, de crianças inclusive, não é privilégio de certos loucos.

domingo, 3 de abril de 2011

As leis de cá e acolá III

III) As leis

Cá e Acolá são simétricos, porém não inversos. Na inversão o número que era dividido passa a dividir, fica embaixo do traço de fração. Se você não fosse de cá e acolá seu mundo estaria de cabeça para baixo. Você prefere a simetria como no espelho. Sua imagem real levanta o braço direito e a virtual o esquerdo. Mas, e não mais, se trata do mesmo braço.

Sua reta real tenta em vão ter somente valores inteiros e não muito altos. A sua rigidez cá é +1 e a de acolá -1. O número 1 é valor inteiro não muito maior que 0, o número que representa o nada. Só que 1 é o número da solidão.

O zero implica possibilidade e a necessidade de agir, coisa que tua passividade rígida como o pênis erguido em forma de 1 se recusa em fazer. Você tem medo disso e ai seu desejo fica aparentemente inteiro a esquerda do zero, o terreno Acolá. Sua vida é de retidão como bem observa os preceitos que você aprendeu cá e assim você tem uma realidade inventada na qual você não faz nada.

No entanto a vida é um ciclo eliptíco com mais de um foco e distâncias irregulares. Se você unir os pontos +1 e -1 da sua reta tem-se o zero eliptíco das possibilidades, termo bem usado por aquele professor. E teus números não servirão apenas para as quatro operações fundamentais.

A incerteza por mas que existam leis, matemáticas ou não, é condição humana. E para seu desprazer você não é Deus. Não tem controle sobre todas as coisas. E a Vida exige que você seja Senhor de si mesmo.

As leis de cá e acolá II

II) Acolá

Nunca te vi acolá. Meu acolá é incompatível com o teu. O teu tem nudez parcial e obrigatoriamente rígida enquanto a minha tem fraquezas como forma de mostrar sua força.

Acolá você tem encontros mudos com o teu desejo capenga. Já escrevi algo sobre como nos sentimos bem no escuro e é no escuro que você despeja teus desejos. Nessa escuridão de acolá você só age movendo-se em certos pontos e certifica-se que não é visto pelas pessoas de cá. É onde você forja uma imagem que parece ser uma proteção pessoal e original quando o que você faz é o mesmo que todos os outros fazem ao negarem o proprio desejo. Outro dia você usou a palavra "discretão", típica de quem vive acolá.

O problema acolá não està na palavra, mas no envolvimento. Envolver-se é mais poderoso que as palavras. E ele também é confronto e seu jeito de amar, pensa você mesmo, é banal, sem grandes emoções.

Acolá, Adão e Eva se reconhecem nus e escondem os genitais com as folhas. Os bárbaros invadiram o Império e os hebreus fogem no ano 70. O reino està sem rei. Altares estão destroçados e toda lição de casa é sem sentido. Não há credos ou pensamento.

Acolá o líder cara pintada abraça o ex presidente, pois estão os dois na mesma casa com o mesmo interesse. E o empresário cheira pó escondido no banheiro. Você pode não ser exatamente o político ou o homem de negócios mas assim como eles há com você um estranho desejo da morte para algo que mal nasceu dentro e agoniza em uma incubadora chamada passividade. Acolá o anonimato o esconde e assim você pode manter as mesmas leis de cá, ainda que eu já tenha visto o não cumprimento delas junto com uma desculpa esfarrapada. É a sua forma de se manter apegado a elas.

As leis de cá e acolá I

I) Cá

Foram poucas as vezes que te vi neste lugar. Aqui você não faz força para não se comprometer. Cá você està mudo. Sabe aquela frase "muito ajuda quem não atrapalha" ? Serve como um mote para você mesmo. Forja a si mesmo sem agir.

Cá você evita confronto. Há no ar a velha desconfiança de que saibam quem você é na verdade. Todavia saber não é problema. O que te incomoda é a palavra dita. Teu discurso é confronto, isso você pensou ao distrair-se com as vagas sem se importar que aquelas águas eram sujas.

Cá estão Adão e Eva no Éden. A Roma de Júlio César. A Palestina de Salomão ou a Espanha de Felipe II.

Cá ergueu-se um belo altar. Lê-se a Bíblia, ora-se com o Corão, estuda-se a Torá, medita-se com cheiro de incenso e estão acesas as velas dos orixás.

Cá o líder cara-pintada grita querendo a cabeça do presidente. O empresário faz sucesso por ser competitivo.

Você pode não ter a grandiosidade destes seres e elementos, mas é cá junto com eles que muitas vezes você està. E repito, sem fazer força. Passivamente criando leis, estabelecendo parâmetros para não abrir um milímetro para a Vida.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hommes homosexuels sont des hommes comme les autres.

Existe um filme francês estrelado por Antoine des Caunes chamado "Os homens são mulheres como as outras". Resolvi parafrasear esse filme após ler isso:

"Ah bom!
Qdo me virem com homem feio separa que é briga. (ou então ele tem um *&%$%%$$% enorme."

"( ...), muito franco, hehe. Eu costumo dizer que &%& e #%%$ sao fatores de beleza tanto quanto cabelo, etc. É a juba do leao, é a cauda do pavao. Entao é super válido dizer: "...a criatura nao tinha uma cara bonita, mas tinha uma senhora &%&!"



Isso não representa uma generalização, pois se há várias masculinidades e não uma só hegemônica pode-se perceber que a orientação sexual não determina, não enquadra em um determinado valor do que se espera do que seja homem.

Ao mesmo tempo essas falas são paráfrases do que homens machistas dizem em relação ao corpo feminino. Não cabe aqui, obviamente, julgar,. Eu mesmo já me peguei fazendo observações de natureza muito parecida com essa. O que é é interessante notar é o fato de que, além da pluralidade que existe entre homossexuais, falas como essa deixam claro que ser homossexual não implica ter uma identidade feminina, ao contrário daquela mocinha que diz que troca de roupa ne frente de viado porque eles são como mulheres.

Resumindo, os viados são homens como todos os outros.

domingo, 13 de março de 2011

Feliz Ano Novo

A lua nova no carnaval passeia do signo de peixes e faz a sua última quadratura do ano no signo de gêmeos. Signo de qualidades marcadas pela mutabilidade e razão e, dado o seu regente, propõe mudança de ideias. O sol em peixes fala da mudança da emoção...razão e emoção tentando mudar juntas dá uma certa tensã, porém necessária. Neste clima se encerra o carnaval 2011, o carnval carioca que acaba de fato neste domingo. Amanhã o ano começa.

Fora os relatos loucos, nesse aspecto tenso de palavras e emoções tive que lidar com as pessoas que reagem emocionalmente de um jeito e na sua resposta verbal reagem de outra maneira. E o mesmo não foi diferente comigo ao ouvir duríssimas, porém necessárias palavras do meu melhor amigo. Uma espécie de eletrochoque na alma que fala pra mim: a razão e a emoção precisa de ação. Sei que sou perfeitamente consciente do que penso e, a partir do fim de ano, passei por uma série de questionamentos de ordem emocional que definitivamente podem culminar para a ação efetiva. Entender o que se quer da vida implica não só o que se pensa dela, coisa que viciosamente fiz em toda a vida, mas também entender e dar vazão ao que sente. Nesse sentido represei muita coisa por medo, medo de mim mesmo que é o pior de todos eles. Agora é hora de sim, emocionalmente, receber esse amor por forma de esporro. Entender que não devo ao meu amigo erguer um totem mas ter um acesso direto a ação e que, enfim, eu evolua em uma direção melhor, mais do que melhorar, mostrar quem eu sou. E esse tipo de liquididificada em torno de mim mesmo, por enquanto fica aqui, no mais seriam só palavras soltas sem ação prática. Afinal, quem é o taurino aqui?

Deparei com o discurso clvado entre "o que é certo" mesmo que isso mate o desejo. Com espíritos de outros carnavais se revelando românticos sem que eu realmente levasse isso a sério. Foi engraçado ver caras de tacho em certas situações por motivos diferentes, uma no metrõ e outra no paredão. Enfim, quando se efetivamente age deixando de lado certos vícios ganhamos.

Esse carnaval tinha tudo para ser ma bosta. A culpa seria dachuva. No entanto não foi. E que venha 2012. Feliz ano novo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Antes do carnaval findar

O carnaval é uma fase de euforia maníaca e o brasileiro, o carioca deixa isso mais evidente, mostra seu lado bipolar.

Carnaval louco e ao mesmo tempo sem graça, porque carnaval com chuva é nojento, abjeto e repugnante. Não aceito!

A minha mania deixo para a timidez que o latão de cerveja pode eliminar. Não é de cunho sexual, mas de falar na lata. Em meio a isso drags e muros de amônia e espíritos de natais passados que me dizem estar convertidos ao meu desejo. E uma cara de tacho frustrada na mesma noite me dá um prazer sádico.

O mundo se vê o Japão se partindo por um terremoto. Somos nada e não só o tempo que nos devora. É tudo que está na Terra. Isto quando não somos nós mesmos os grandes canibais capazes de sabotarmos a nós mesmos. Não sou diferente.

Depois da empolgação, vem o bode. Motivado por duras palavras que ativa o meu próprio algoz, cansado das horas de sono. O ano novo começa na próxima semana, hora de dizer os versos de Castro Alves ao meu carrasco interno:

"Basta de covardia! A hora soa...
Voz ignota e fatídica revoa,"


segunda-feira, 7 de março de 2011

Dimanche Gras

Existe aquela ideia de que coisas que te dão medo podem esconder desejos. Andar pela noite, no meu caso, é uma delas. Preciso da companhia de amigos para que isso aconteça e, assim, dar um descanso para o meu supereu e deixar na conta deles a coragem de fazer o que eu não admiti em fazer. Tudo bem, é carnaval e, como dizem os evangélicos ex-macumbeiros "é do diabo e ele tá solto".

Ando com o Osmar na noite passada. Não sei se é o tempo nublado que me passa a impressão de que o carnaval está mais xoxo que os outros anos. Pode ser implicância minha que acabo por assumir a frase da música cantada por Adriana Calcanhoto na qual "cariocas não gostam de dias nublados".

Para seguir a sequência cronológica dos fatos: tentamos mais uma vez em vão pegar um ônibus em direção ao Centro do rio. Inútil mais uma vez pois as linhas que queremos estão com os carros lotados, já que tem a volta do pessoal do Simpatia. Outra noite em que temos que apelar para o Metrô, aquele latão de sardinha - depois dessa ligação Pavuna/Botafogo está mais sardinha ainda, dado a forma como se trata o povão nesse país - claustrofóbico.

Muitos adolescentes gritando e agora tenho a impressão que os que não são funkeiros são membros do Restart. Um deles, cansado, tenta sentar no chão do vagão pegando um saco igualmente sujo. Eu observo já contaminado pelo TOC de Osmar. E lá na frente um "gladiador romano" parece estar muito próximo de seu amigo e eu, libidinoso que sou, fico observando. pena que as outras duas estações de Copa me impediram de ver o desenrolar do processo. Parte ocultado por um grupo de turistas tolos, um deles com certo "ponto de interesse geológico".

Depois aparece uma tiazinha com a fantasia dela de soldado do Darth Vader na mão - descobriríamos depois que seria da Unidos da Tijuca - que fica ali rodeando Osmar enquanto uma guria do meu lado fica roçando o braço dela no meu. E mal se pode escutar a voz da locução informando as estações fechadas no esquema de carnaval. Sorte que a Cinelãndia, nosso destino, não está entre elas.

Passamos pela Cinelãndia e em seguida vamos para o Passeio. Nada demais acontece e ao andarmos pela Lapa - exceto por algumas breves visões próximas á Fundição Progresso - parece que seria uma noite chatinha e sem graça.

O jeito é andar e ir na direção próxima ao Sambódromo. No caminho constatamos que o RH da PM e dos Bombeiros está de parabéns. Depois entramos em uma rua já na Praça XI que sempre me lembra dos meus 11, 12 anos que foi quando conheci Fabi e ela morava ali. Algumas pessoas passam e um coroa gordo encostado em um carro faz aquela famosa "pegadinha" e depois encosta no carro de novo.

E parece que a noite era dos gordos. Ao nos aproximarmos do balança sai um baixinho nitidamente bêbado com uma marca enorme na bermuda. Ele não sabe para onde vai, mas tem ainda vergonha, pois tenta esconder com uma necessaire o que está evidente ali. Resta saber o que o fez ficar naquele estado. Enfim, coisas do carnaval enquanto o pessoal da Vila isabel parece querer o quarteirão inteiro entre a General Caldwell e a Rua de Santana para trocarem de roupa e se fantasiarem.

Vamos andando próximo a concentração já no intuito de voltar para casa, até porque Osmar não estava muito bem. Encontro um conhecido, trocamos algumas palavras e sigo. No caminho, percebo que alguma escola de samba (Tijuca?) terá uma bela ala com Charadas. Um deles me faz ganhar em parte a noite. E ainda vejo minha prima passando rapidamente, só que desconfio que ela não me viu. A não ser que depois lá no orkut ela venha com a frase "ah, Junior eu vi você perto da Central" e eu responder "por que não falou comigo? não mordo!".

Depois de muita indecisão, dada a confusão dos ônibus na Central do Brasil no carnaval, pegamos o 175 - sim aquele da música do Gabriel, o pensador - que agora mudou de número por conta desse novo esquema BRS de Copacabana. Entramos nele e em seguida aparece uma "sistah" querendo fomentar novos "caminhos geológicos".

Já próximo ao começo da Avenida Rio Branco entra um grupo de (outros) viados, montados - não eram travestis - dando muita pinta e bêbados. Eu que não tinha bebido nada fiquei na minha tímido quando um deles sentou do meu lado e encostava a perna em mim. Estava com medo de socializar e, na minha paranoia, vai que a bicha pergunta "você é das ursas? é uma delas?" hahaha E como se isso não bastasse a figura ficava olhando para a minha bermuda para confirmar o mito reservado a nós negros nesse assunto. Ontem o Justin me disse que nos EUA o mito não é diferente por lá hahahaha

Enfim, Osmar quieto sentado no banco atrás de mim consegue observar melhor o que se passa. Até quando um amigo das montadas - estava no bando, eu acho, só Ozzy pra me confirmar isso depois - estava com o namorado e metendo a mão sob a bermuda quando uma delas diz "Isso aqui não é a Farme!". Depois a maluca do meu lado vai para outro banco e um baixinho que acabara de pegar o õnibus vai relutante sentar do meu lado com medo delas. Sorte a dele que logo vagou um banco mais à frente, próximo a um baixinho gordinho bonitinho que pegara o ônibus na Praia do Flamengo.

Papo vai, papo vem e chega uma menina bêbada e senta do meu lado, enquanto o amigo dela senta do lado de Osmar. Ela pede desculpa por esbarrar em mim e já começa a ferver com as outras bichas. Me lembrei do Basilio que se estivesse ali iria dizer "essa menina é bafo!" e provavelmente já estaria fritando com o povo também.

Depois um dos lugares fica vago e a menina se senta do lado do Osmar para fica próxima do amigo dela. Aí eu olho de relance para Ozzy porque sei o quanto ele fica vexado nessas situações e eu fecho a cara, mesmo com a consciência de que estava me divertindo muito e que, diferente do prognóstico inicial de Oz, a noite sim estava, do jeito doido dela, rendendo.

Ai a garota pergunta se Oz é o João Gordo, diz que ele parece. Ser gordo no Brasil é como ser negro. Se você é preto e magro te chamam de Pelé. Se é preto e gordo, de Tim Maia. E se você for gordo de outra cor logo te chamam de todos os nomes de gordos famosos: João Gordo, Tim Maia, Jô Soares. Sobrou para o meu amigo-irmão desta noite. Daí ela pergunta se a comparação é ruim e o Osmar prontamente diz "sim, é" "ah me desculpa, responde a menina". E como se não bastasse , a montada que estava do meu lado chama-o de "gordinho bonitinho". Definitivamente ela era chaser e era bonito. Sei lá, eu tenho um certo tesão andrógino.

Enfim, pode ser dizer que este foi um domingo gordo.

domingo, 6 de março de 2011

Diálogo de Carnaval

- A vida é tirana: eu precisaria engordar 200 quilos pra pegar uma criatura daquelas.
- Não, você precisaria de 200 mil dólares.